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Modelo de discurso de funeral

Escrever um discurso de despedida é quase sempre fazê-lo nas piores condições: sem dormir, entre telefonemas, a poucas horas da cerimónia. Em Portugal o velório é curto e o funeral vem logo atrás — há uma noite para encontrar as palavras. Esta ferramenta serve para levantar a página em branco.

Cinco perguntas — a ligação que vos unia, o nome, o que a ou o caracterizava, uma memória concreta, o que fica — e sai daqui com um texto de três minutos, estruturado e pronto a reler. Adapta-se à ligação: não se fala de uma mãe como se fala de um colega.

Quem era esta pessoa para si?
O nome delaVai voltar várias vezes ao longo do texto.
Como eraTrês no máximo — acima disso, a enumeração afoga o que quer dizer.
Uma memória concretaUma cena, não um resumo. É a parte que fica do discurso.
O que lhe deixaUma ideia, um hábito, uma maneira de fazer as coisas que leva consigo.
O tom

Indique o nome para compor o texto: volta em cada parágrafo.

Perguntas frequentes

Quanto tempo deve durar um discurso de despedida?

Três minutos, quatro no máximo — cerca de 400 a 500 palavras, uma página. Uma assembleia em luto perde o fio depressa, muitas vezes fala mais do que uma pessoa no mesmo dia, e um texto curto obriga a escolher o que de facto importa. A ferramenta escreve para essa extensão e indica a duração da leitura em voz alta, para que não haja surpresas no próprio dia.

Em Portugal há tempo para escrever este texto?

Pouco, e é melhor sabê-lo de antemão. O velório resume-se muitas vezes a uma tarde e a uma noite na capela mortuária, e o funeral segue-se no dia seguinte: o texto escreve-se de um dia para o outro, entre telefonemas e chegadas de familiares. É exatamente para esse momento que a ferramenta existe — a estrutura e a extensão já estão decididas, e resta escolher as palavras. Com meia hora chega: responda às cinco perguntas e corrija depois o que soar a alheio.

Numa missa de corpo presente, quem é que fala?

A homilia pertence ao sacerdote, e não é aí que entra a palavra de um familiar — é uma diferença real em relação a outros países, onde o elogio fúnebre faz parte da própria celebração. Em Portugal, as palavras de um filho, de um neto ou de um amigo dizem-se habitualmente no fim da missa, à saída, junto à sepultura ou no crematório. Combine-o antes com o pároco ou com a agência funerária: leva um minuto e evita o mal-entendido no dia. O texto que a ferramenta compõe serve para qualquer um desses momentos.

É um texto escrito por inteligência artificial?

Não. Cada frase vem de um modelo escrito à mão, e o que escrever nos campos é copiado tal como está, nunca reformulado. Nada é inventado sobre a pessoa que morreu: um texto lido diante de um caixão não pode conter aproximações. É também por isso que as mesmas respostas dão sempre o mesmo texto — não há nada a adivinhar.

E se eu não me lembrar de nenhuma memória concreta?

Deixe o campo vazio: o texto mantém-se coerente, apenas mais curto. Mas procure primeiro do lado das coisas minúsculas — um hábito, uma frase repetida à mesa, um gesto ao telefone, a maneira de arrumar a cozinha. Os discursos de que as pessoas se lembram quase nunca contam um grande acontecimento; contam um momento pequeno que mais ninguém tinha notado.

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